
A ilha de Lantau é a maior de Hong Kong, com cerca de 150 m².
Está muito diferente daquilo que a conheci, apesar de ainda ter praias desertas ou quase, búfalos a pastar aqui e ali e muito verde. Era um local isolado onde viviam apenas pescadores e religiosos e pouco procurada por turistas. A única maneira de aí chegar era por barco, mas agora, com o novo aeroporto, com a ligação por teleférico e por pontes, e com a Disneylândia, é muito visitada e o seu acesso está facilitado.
São até magotes de gente de todo o lado a visitar a grande estátua Tian Tan, a maior no mundo que há do Buda, sentado. E, realmente, é precisa muita coragem para subir os 264 degraus até lá acima e eu fi-lo debaixo de chuva, depois de ter andado pela ilha num sobe e desce, curva e contra-curva desde o cais, debaixo de um sol abrasador. Foi preciso chegar a Ngong Ping, a montanha mais alta, para cair água a rodos. Mas passou depressa, foi o que me valeu.
O Buda, sentado sobre flores de lótus, tem 34 metros de altura e 250 toneladas. Esta estátua, construída em 1993, está cercada de outras seis que representam as oferendas budistas: as flores, o incenso, a luz, o óleo, a fruta e a música.








Se o progresso desenvolveu a ilha, também lhe tirou um pouco do seu encanto de lugar perdido no tempo. Até Tai O, a vila das palafitas, se encontra muito mudada; já não se atravessa o rio de barcaça e em vez disso, organizam-se passeios para ver os golfinhos brancos que mergulham junto aos barcos.
A vila tem já vários restaurantes, cafés e lojas com artesanato e até um pequeno museu etnográfico, para além de templos, ainda que pequenos, e continua a vender-se nas ruas peixe e marisco secos, pasta de camarão e peixe e marisco frescos, acabadinhos de pescar.
Só junto ao cais, em Mui Wo, a quantidade de bicicletas mostra que não passou, afinal, muito tempo desde que aqui estive ...














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